Adaf certifica com Selo Arte os cinco primeiros produtos embutidos artesanais do Amazonas

Linguiças e costela bovina com queijo coalho são fabricadas por estabelecimento de Parintins já registrado no SIM

Adaf certifica com Selo Arte os cinco primeiros produtos embutidos artesanais do Amazonas Notícia do dia 17/07/2023

A partir deste mês de julho, cinco produtos embutidos produzidos de forma artesanal no Amazonas já podem ser comercializados para todo o Brasil por meio da adesão ao Selo Arte. A certificação concedida pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) atesta que os alimentos beneficiados pela empresa Charcutaria Artesanal S.M, de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), cumprem boas práticas higiênico-sanitárias e adotam um modelo de produção genuíno que mantém características próprias, tradicionais e culturais.


O diretor-presidente da Adaf, José Omena, ressalta que se trata de uma conquista histórica para o Amazonas, pois é a primeira certificação Selo Arte para produtos cárneos. “A Adaf não mediu esforços em todo o processo de certificação, dando todo suporte técnico e orientação para que o Selo Arte pudesse ser concedido”, avaliou. 


Segundo José Omena, a desburocratização do processo de certificação, prezando pelo respeito à lei, foi um compromisso assumido junto aos produtores quando iniciou a gestão na Adaf, enfatizando a orientação do governador Wilson Lima de dar atenção especial aos empreendedores que utilizam matéria-prima regional e têm grande potencial de crescimento.


A agroindústria, que já possui registro no Serviço de Inspeção Municipal (SIM) de Parintins, é a primeira do estado a comercializar produtos embutidos artesanais para o mercado nacional. Ela passa a ofertar as iguarias: baby búfalo linguiça tipo cuiabana, linguiça caseirinha bovina, linguiça suína picante, linguiça tipo cuiabana bovina e costela bovina com queijo coalho.


As tratativas para a certificação da agroindústria com o Selo Arte tiveram início com uma visita técnica da Adaf, juntamente com técnicos do Secretaria Municipal de Pecuária, Agricultura e Abastecimento de Parintins (Sempa), do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à sede do empreendimento. Na ocasião, a empresa demonstrou possuir os pré-requisitos necessários para pleitear o status.


Segundo o Gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Gipoa) da Adaf, Emílio Afonso, para dar celeridade ao processo, os empreendimentos precisam apresentar memorial descritivo dos produtos e relatório de fiscalização realizado pelo serviço de inspeção oficial no estabelecimento; assim como documentos da unidade de beneficiamento e dos produtos solicitados pela Adaf.


O proprietário da Charcutaria Artesanal SM, Samarone Moura, ressalta que esta conquista não seria possível sem a sensibilidade dos órgãos reguladores responsáveis. “Queremos deixar em evidência o magnífico trabalho realizado pela Adaf, pela agilização do certificado de identidade e qualidade para venda dos nossos produtos”, disse.


Requisitos

Para obter o selo nacional, os estabelecimentos interessados precisam possuir cadastro ativo nos Serviços de Inspeção Federal (SIF), Estadual (SIE) ou Municipal (SIM); entrar no Sistema eletrônico de Cadastro Nacional de Produtos Artesanais (CNPA) e protocolizar a petição junto com os documentos necessários à análise técnica.


Conforme o Decreto nº 9.918/19, que regulamenta a Lei nº 13.680/18, responsável por dispor sobre o processo de fiscalização de produtos alimentícios artesanais, para que produtos alimentícios sejam considerados artesanais alguns requisitos precisam ser cumpridos. 

 

Entre estes, a necessidade de que a matéria-prima tenha origem determinada ou seja produzida na propriedade onde a unidade de processamento estiver localizada; a adoção de técnicas e dispositivos que valorizem o trabalho humano em detrimento da automação; o cumprimento de boas práticas para a garantia de alimentos seguros ao consumidor; e a adoção de boas práticas agropecuárias pelas unidades de produção da matéria-prima.


Fotos: Divulgação/Adaf

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