Foto: Rogério Cassimiro/MM
Notícia do dia 20/10/2026
As aeronaves mobilizadas pelo Governo Federal para combater os incêndios florestais no Amazonas já lançaram mais de 1,1 milhão de litros de água sobre áreas atingidas pelo fogo. Desde o dia 10 de outubro, as operações aéreas acumulam 390,5 horas de voo e 369 lançamentos de água, segundo balanço divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
De acordo com o Governo Federal, as ações de enfrentamento aos incêndios já resultaram na extinção de 337 ocorrências desde o início da temporada de queimadas.
Atualmente, 13 aeronaves federais estão mobilizadas para as operações no Amazonas. A estrutura inclui seis aviões Air Tractor, cinco helicópteros e dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), utilizados no apoio às equipes e no combate direto às chamas.
O trabalho também conta com 462 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de 54 militares da FAB e 41 integrantes da Força Nacional. A mobilização federal também apoia a contratação de 116 bombeiros no Amazonas.
As equipes dispõem de 58 veículos terrestres e nove embarcações, utilizados principalmente para o transporte de profissionais, equipamentos e apoio às operações em regiões de difícil acesso.
Aviões da FAB reforçam combate às chamas
Entre os equipamentos empregados estão os aviões KC-390, equipados com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS), que permite lançar grandes volumes de água em aproximadamente sete segundos.
Conforme o balanço federal, as aeronaves estão equipadas com sistemas de capacidade de 12 mil e 19 mil litros de água, respectivamente.
O apoio aéreo é considerado estratégico para alcançar áreas isoladas da floresta amazônica, onde o deslocamento das equipes terrestres enfrenta dificuldades devido às condições geográficas.
Governo Federal amplia operações no Amazonas
No domingo (18), durante agenda em Manaus, o Governo Federal anunciou novas medidas para ampliar o enfrentamento à crise ambiental.
Entre as iniciativas estão a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas na capital amazonense, responsável pela coordenação das operações militares, e a previsão de implantação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta terça-feira (20), para reforçar o atendimento à população afetada pela fumaça.
As medidas incluem ainda apoio financeiro ao estado e aos municípios e reforço das ações de investigação e responsabilização de possíveis autores de incêndios criminosos.
Amazonas registra redução dos focos de calor
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam redução dos focos de calor no Amazonas entre os dias 12 e 18 de outubro.
Nesse período, foram identificados 548 focos, uma redução de 470 registros em comparação com os sete dias anteriores.
Os municípios com maior número de ocorrências foram Itacoatiara, com 59 focos; Autazes, com 46; e Boa Vista do Ramos, com 39.
Apesar da redução, o cenário ainda exige atenção. Segundo o balanço federal, o Amazonas registrava 85 eventos de fogo ativos em 30 municípios, dos quais 22 estavam em situação de emergência.
Fumaça preocupa moradores de Parintins
Em Parintins, a fumaça provocada pelas queimadas tem preocupado moradores da cidade e de comunidades rurais. Regiões como Zé Açu, Tracajá e comunidades do rio Uaicurapá estão entre as localidades que registraram relatos de fumaça intensa nos últimos dias.
A situação reforça a necessidade de ações permanentes de prevenção e combate aos incêndios, além de cuidados com a saúde, principalmente de crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
A orientação é evitar atividades físicas ao ar livre durante períodos de fumaça intensa, manter a hidratação e procurar atendimento médico em caso de falta de ar ou agravamento de sintomas respiratórios.
Uso do fogo está proibido no Amazonas
O Ministério do Meio Ambiente ressalta que o uso do fogo na vegetação é proibido como regra geral pela legislação brasileira, com exceções previstas em lei.
No Amazonas, durante a vigência do decreto estadual de emergência, a utilização do fogo está proibida para qualquer finalidade, conforme as determinações estaduais.
Os responsáveis por incêndios ilegais podem responder administrativa, civil e criminalmente pelos danos ambientais provocados.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) — Assessoria Especial de Comunicação Social.