Atuando nas UTIs, médicos intensivistas precisam estar preparados para decisões em situações de muita gravidade

Os profissionais intensivistas atuam em UTIs gerais ou especializadas.

Atuando nas UTIs, médicos intensivistas precisam estar preparados para decisões em situações de muita gravidade Foto: Divulgação Notícia do dia 13/05/2024

A busca por especialistas em Medicina Intensiva no país é crescente. De outro lado, profissionais procuram se aprimorar nessa área, com cursos de pós-graduação e especialização. Atuando diretamente com pacientes graves, em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), o médico intensivista precisa estar capacitado para cuidar, se comunicar, ter empatia e, principalmente, tomar decisões sob pressão.

 

“Os cursos de pós-graduação devem preparar os profissionais não só com a parte teórica, que aborda a maior parte das situações que vai ter contato no dia-a-dia, mas também explorar as habilidades práticas, condutas e atitudes”, explica o coordenador nacional do curso de Medicina Intensiva da Afya Educação Médica, José Roberto Generoso Júnior.

 

Com oferta do curso de pós-graduação em Medicina Intensiva em 14 cidades do país, incluindo Manaus, a Afya Educação Médica se propõe a ir além dos conteúdos práticos e proporcionar uma imersão do aluno para garantir expertise e ganho de performance. O curso aborda situações que o intensivista vai encontrar na sua rotina diária.

 

“Para isso fazemos uso de simuladores, onde o aluno consegue praticar e vivenciar as situações do mundo real dentro de um ambiente absolutamente controlado e seguro”, explica. De acordo com Generoso, nesse contexto são utilizados simuladores de pacientes humanos, para a aprendizagem do trabalho em equipe, a comunicação e a tomada de decisão em casos graves. “Nós utilizamos atores quando queremos explorar a comunicação, a empatia, o exame físico, alguns exames não invasivos como a ultrassonografia e o ecocardiograma”, conta Generoso.

 

Segundo o coordenador, também são utilizadas estações de habilidades, onde o aluno vai aprender a manejar a via aérea, a fazer a punção de um acesso venoso central, utilizando os equipamentos que permitem essas práticas. “Também utilizamos uma estratégia onde o aluno, através do erro, tem um aprendizado maior, fazendo a discussão junto aos seus pares, mediado pelo professor. Com isso, garantimos que, além do conteúdo teórico, ele vai ter essa expertise com ganho de performance”, conclui.

 

O Curso de Medicina Intensiva da Afya, conforme explica a diretora da instituição em Manaus, Suelen Falcão, possui a maior carga horária do mercado, com otimização do tempo de formação (12 meses). É destinado a preparar médicos para avaliação de pacientes críticos e definição de diagnóstico.

 

Os profissionais intensivistas atuam em UTIs gerais ou especializadas. O mercado de trabalho é vasto, uma vez que todo hospital terciário é obrigado a ter, no mínimo, 6% de seus leitos voltados à Terapia Intensiva. A demanda por esses profissionais é grande em todo o território nacional. O curso é destinado a graduados em Medicina. E que estejam com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM).

 

Carreira em expansão

O Brasil dispõe, hoje, de aproximadamente 8 mil médicos intensivistas, concentrados principalmente nas grandes metrópoles. O número é insuficiente para atender as UTIs distribuídas no Sistema Único de Saúde (SUS) e rede privada.

 

No Amazonas, o campo da Medicina Intensiva tem grande potencial, uma vez que o estado contava com apenas 63 profissionais, ano passado, de acordo com o estudo “Demografia Médica no Brasil 2023, realizado pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

 

SOBRE A AFYA

A Afya, líder em educação e soluções para a prática médica no Brasil, reúne 32 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, sendo 30 com cursos de medicina e 16 unidades de educação continuada e pós-graduação em áreas médicas e de saúde. São 3.203 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC) com mais de 20 mil alunos formados.

 

Com 25 anos de atuação em cidades de pequeno e médio porte, a Afya é pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina. 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

 

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil, e "Valor 1000" (2023) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.

 

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