Foto: Dhyeizo Lemos
Notícia do dia 04/06/2026
Em visita a Manaus/AM, nesta quinta-feira (4), o pré-candidato a presidente pelo AVANTE, Augusto Cury, defendeu uma mudança do eixo do debate político brasileiro para a construção de uma nova agenda para o Brasil, focada nas pessoas, centrada em projetos e não em ataques pessoais. “É tempo de construirmos uma nova agenda neste país, que está tão asfixiado economicamente e socialmente, onde as famílias estão divididas, onde ninguém pode falar em quem vai votar, porque senão gera uma guerra interminável”, afirmou.
Cury se reuniu com lideranças do AVANTE no Amazonas, como o pré-candidato a governador Davi Almeida; o prefeito de Manaus, Renato Júnior; o presidente da Câmara dos Vereadores, David Valente Reis; e pré-candidatos a deputado estadual e federal. O presidente nacional do AVANTE, Luís Tibé (MG), também participou da agenda política na capital manauara.
Presente nos eventos em Manaus, a esposa de Cury, Suleima Cury, revelou porque o marido decidiu apresentar seu nome na disputa ao Palácio do Planalto. “Ele realmente ama o ser humano, se preocupa com a humanidade. A entrada dele na política é para que nós possamos encontrar um caminho para que o Brasil possa se desenvolver cada vez mais”, afirmou.
Suleima contou que uma das filhas tinha uma empresa sucesso junto com Cury, mas essa empresa foi vendida: “Ela decidiu fazer um ano sabático em Portugal, gostou demais da segurança, da saúde e da educação, e decidiu ficar por lá. Acho que isso foi um gatilho para ele, foi aí que ele decidiu: ‘Vou fazer alguma coisa, vou tentar melhorar este Brasil para que ela possa voltar’.”
A seguir trechos de entrevistas de Cury em Manaus:
Nova agenda
“Eu submeto realmente meu nome como pré-candidato à Presidência para que nós possamos perceber que é tempo de somarmos, que é tempo de construirmos uma nova agenda neste país, que está tão asfixiado economicamente e socialmente, onde as famílias estão divididas, onde ninguém pode falar em quem vai votar, porque senão gera uma guerra interminável”.
Polarização
“Estou colocando meu nome, porque eu sou contra a polarização. É tempo de nós somarmos, é tempo de nós falarmos de projetos [para o país] e menos projetos de ego, menos projetos pessoais e também partidários. Eu estou inconformado com essa polarização e essa radicalização. Um presidente não é o maior líder da nação, é o maior servo da nação. Ele é um líder contratado pelo voto com prazo determinado para ser despedido.”
Diálogo Político
“Eu creio que sou, de fato, a única terceira via que tem mostrado que nós temos que findar essa polarização e fazer um pacto nacional para construir um projeto de Brasil. O que eu vou fazer com os mais diversos partidos? Eu vou dialogar, porque a vida inteira só sabe dialogar quem sabe ouvir, quem escuta.”

Foto: Dhyeizo Lemos
Tarifaço
“O Brasil não pode ser subserviente, se não houver possibilidade, o Brasil tem que ter a reciprocidade, porque nós dependemos dos Estados Unidos, mas eles dependem de nós. O Brasil tem que ter soberania, o Brasil não pode se colocar como um pequeno servo no teatro das nações, no tabuleiro das nações, ele deve ser valorizado na mais alta estatura. Não é possível, esse tarifaço prejudica a sociedade brasileira, prejudica as exportações brasileiras. Se você é a favor desse tarifaço para ganhar popularidade ou desviar foco com alguma estratégia política, está sendo contra o povo brasileiro. Isso não está correto.”
Escola Integral
“Se você tem escolas em tempo integral, que têm oratória, gestão financeira e empreendedorismo, e valoriza os professores e melhora as condições dos professores, inclusive de salários, você pode fazer com que os jovens tenham um caso de amor com a sua vida, com a sua história. Ele vai se intoxicar menos digitalmente. A droga digital é gravíssima, mexe com o ciclo da dopamina e da serotonina e gera uma dependência no nível da cocaína. Além disso também retira dos estudantes a possibilidade de usarem drogas químicas. Imagina, nenhum país se desenvolveu sem uma escola integral.”