Combate aos incêndios no Amazonas supera 1,8 milhão de litros de água lançados

Fiscalização do Ibama aplica R$ 3,1 milhões em multas e notifica 725 propriedades; qualidade do ar apresenta melhora em Manaus

Combate aos incêndios no Amazonas supera 1,8 milhão de litros de água lançados Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Prevfogo/Ibama. Notícia do dia 23/10/2026

O combate aos incêndios florestais no Amazonas já ultrapassou 1,8 milhão de litros de água lançados por aeronaves federais sobre áreas atingidas pelo fogo. O balanço divulgado em 22 de outubro também aponta o avanço das ações de fiscalização ambiental, com mais de R$ 3,1 milhões em multas e centenas de propriedades notificadas.

 

Desde 10 de outubro, as aeronaves mobilizadas pelo Governo Federal realizaram 547 lançamentos de água, totalizando 1.817.600 litros e aproximadamente 493 horas de voo.

 

A operação conta com 14 aeronaves federais, incluindo aviões Air Tractor, cargueiros KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) e helicópteros utilizados no transporte de brigadistas, equipamentos e apoio às equipes que atuam diretamente nas áreas atingidas.

 

Somente no dia 22 de outubro, os dois aviões KC-390 realizaram oito lançamentos, despejando 104 mil litros de água. Os seis aviões Air Tractor lançaram outros 163,2 mil litros no mesmo período.

 

Fiscalização aplica R$ 3,1 milhões em multas

Paralelamente ao combate aéreo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensificou as ações de fiscalização para identificar e responsabilizar envolvidos em infrações ambientais relacionadas aos incêndios.

 

Entre os dias 14 e 21 de outubro, a Operação Ibirá BR-319 resultou na emissão de 25 autos de infração, totalizando R$ 3.128.004,50 em multas.

 

O município de Autazes concentrou o maior número de autuações, com 14 registros. Careiro da Várzea teve nove autos e Careiro, dois.

 

As equipes também emitiram 14 termos de embargo, abrangendo uma área de 336,71 hectares, além de dois termos de apreensão e uma notificação.

 

Em outra medida preventiva, o Ibama notificou por edital 725 propriedades rurais distribuídas em 15 municípios amazonenses. Autazes apresentou a maior concentração de imóveis notificados.

 

As notificações integram as medidas de prevenção e controle ambiental, enquanto os embargos restringem atividades nas áreas alcançadas pelas determinações da fiscalização.

 

Qualidade do ar melhora em Manaus

Após dias de intensa fumaça provocada pelos incêndios florestais, o monitoramento ambiental registrou melhora na qualidade do ar em Manaus.

 

Dados da estação FioAres, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram que os picos horários de concentração de partículas finas, conhecidas como PM2,5, chegaram anteriormente a aproximadamente 320 microgramas por metro cúbico.

 

No dia 22 de outubro, entretanto, as concentrações ficaram entre 5 e 25 microgramas por metro cúbico, com média de 24 horas próxima de 18 microgramas.

 

Às 17h, o índice de qualidade do ar registrado pela estação estava classificado como moderado.

 

A previsão do sistema AlertAr Saúde indica concentrações entre 12 e 21 microgramas por metro cúbico no período de 23 a 26 de outubro, com possibilidade de leve aumento nos últimos dias.

 

Apesar da redução dos índices de poluição, a presença de partículas finas no ar continua exigindo atenção, especialmente de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

 

Situação exige atenção no interior

Embora os indicadores apontem melhora na capital, a situação dos municípios do interior também exige acompanhamento, especialmente nas regiões onde os incêndios atingem áreas de floresta, comunidades rurais e territórios indígenas.

 

Em Parintins, onde a fumaça também tem provocado preocupação entre moradores, o monitoramento da qualidade do ar e a divulgação de orientações de saúde são importantes para reduzir a exposição da população aos poluentes.

 

A redução da fumaça em Manaus não significa, necessariamente, que a situação esteja normalizada em outras regiões do Amazonas. As condições podem variar conforme a intensidade dos incêndios, a direção dos ventos e as condições meteorológicas.

 

O desafio das autoridades permanece concentrado no controle dos focos de incêndio, na prevenção de novas queimadas e na responsabilização por infrações ambientais.

 

Fonte: Ibama-AM, balanços de 21 e 22 de outubro de 2026; dados de qualidade do ar da Fiocruz e previsão do AlertAr Saúde.

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