Foto: Eldiney Alcântara
Notícia do dia 31/10/2022
Assim como muitas famílias parintinenses, o aposentado José Cláudio Silva, 68 anos, vai ao cemitério São José ao longo da semana que antecede o Dia dos Finados (02 de Novembro) para limpar, reformar, pintar e ornamentar o jazigo de seus entes falecidos. Nesses dias bastante movimentados, muitas histórias são reveladas.
José Cláudio cuida da sepultura da filha Glenda Souza, que faleceu em 2021, vítima da Covid-19. Ela tinha 21 anos, estava grávida e teve o filho aos 8 meses de gestação no dia 01 de fevereiro e teve que ser encaminhada às pressas, no dia 23 do mesmo mês, para Manaus, onde acabou morrendo. Glenda foi uma das milhares de vítimas do novo coronavírus que serão lembradas nesta semana durante as celebrações.
José lamentou o destino da jovem filha, que era acadêmica de Educação Física e logo se formaria. “Hoje eu estou aqui com muita emoção fazendo esse trabalho aqui pros meus pais e dela pra reconhecer. A minha filha representava muito pra mim, era minha caçula e de repente ela se foi”, conta emocionado.
Para a família, o filho de Glenda ficou como um conforto pela perda dela. “Ela deixou o filhinho dela pra gente criar e nós estamos criando. Eu e a mãe dela estamos criando essa criança com todo carinho e amor. Ela queria criar esse filho dela que era tudo que ela queria na vida. Mas, aconteceu isso e ela não pode realizar o sonho dela que era criar o filho. Então, é muito grande a emoção. A gente está passando por uma dor muito forte que é a perca de um filho”, disse Seo José.
Essas e outras histórias de famílias parintinenses são reveladas neste dia 02 de Novembro, Dia dos Finados, quando a população lota o cemitério São José, atrás da Catedral de Nossa Senhora do Carmo. Após dois anos, devido a Covid-19, será celebrada missa naquele campo santo a partir das 06h, nesta data.
Eldiney Alcântara