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Notícia do dia 02/11/2023
Enquanto uns vão ao cemitério para homenagear os parentes falecidos, outros aproveitam a oportunidade para faturar uma grana extra. Não importa o trabalho, o importante é garantir uma renda.
A parintinense Josiane Rodrigues, 37 anos, reside em Manaus, mas chegou na cidade nos últimos dias para visitar o túmulo do pai, avô e a sogra.
Com o forte calor atingindo os 37º Celsius, mas esbanjando muita alegria, Josiane faturava uma grana carregando pesados baldes de areia até os túmulos, trabalho que, até então, era realizado apenas por homens. Sempre sorridente, a parintinense contagiava os colegas de trabalho.
“Eu coloco o balde no ombro e levo até lá (nos túmulos) e pronto. Eu faço meu trabalho. Eu gosto de trabalhar e enquanto tiver saúde vou trabalhar”, disse.
Para Josiane, é uma boa oportunidade de mostrar serviço e garantir um dinheiro para se manter em Manaus. “É tipo uma oportunidade de emprego. Eu sou mulher e não fico com vergonha. Carrego sem problema. Dependendo da pessoa eu cobro R$ 5 a R$ 10 porque quando a pessoa não tem os eu cobro menos”.
Josiane Rodrigues é um simples exemplo de mulher que trabalha para garantir sua independência.
De carregadora de balde de areia a donas de grandes empresas, as mulheres estão cada vez mais ocupando espaço e realizando serviços, antes, só eram atribuídos aos homens. Aos poucos essa realidade está mudando.
A administração do cemitério de Parintins estima que entre 25 mil a 30 mil pessoas visitem o campo santo, neste dia 2 de novembro.