Foto: Bruno Dias
Notícia do dia 17/10/2026
A fumaça provocada pelas queimadas continua preocupando moradores da zona rural de Parintins, no interior do Amazonas. Imagens enviadas ao Repórter Parintins mostram a grande concentração de fumaça em diferentes localidades, incluindo a comunidade de Peixe Marinho, na região do rio Uaicurapá, além das regiões do Zé Açu e Tracajá.
Os registros feitos pelos moradores mostram a fumaça espalhada pelas comunidades, reduzindo a visibilidade e provocando preocupação com a qualidade do ar. A situação também chama a atenção para os riscos à saúde, principalmente de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
O cenário ocorre em meio aos alertas da Defesa Civil Nacional sobre os incêndios florestais e seus impactos no Amazonas, que enfrenta uma situação de emergência ambiental.
Força-tarefa mobiliza 330 brigadistas
Diante do agravamento dos incêndios, o Governo Federal intensificou as operações de combate ao fogo no Amazonas, em parceria com o Governo do Estado e órgãos municipais.
Segundo balanço divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a força-tarefa conta com 330 brigadistas federais, que atuam em diferentes regiões do estado sob coordenação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
As operações também contam com aeronaves para lançamento de água, helicópteros, veículos terrestres e embarcações, utilizados no transporte das equipes e no acesso às áreas atingidas pelos incêndios.
Entre os municípios com frentes de atuação dos brigadistas federais estão Parintins, Barreirinha, Maués, Autazes, Borba, Careiro da Várzea e Nova Olinda do Norte.
Na região de Parintins, as ações federais alcançam áreas rurais, incluindo o Projeto de Assentamento Vila Amazônia, onde equipes atuam na prevenção e no combate aos incêndios florestais.
Governos federal e estadual reforçam operações
A mobilização conjunta foi intensificada após o Governo do Amazonas decretar situação de emergência em áreas de 36 municípios atingidos pelos incêndios florestais. O decreto foi reconhecido pelo Governo Federal no dia 10 de outubro, permitindo ampliar a liberação de recursos e o apoio operacional.
O governador Roberto Cidade se reuniu com os ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, para alinhar as estratégias de enfrentamento à crise.
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas também participa das operações, com equipes mobilizadas para combater os incêndios e reforçar as ações de prevenção e fiscalização.
Além do combate direto às chamas, a força-tarefa envolve ações de monitoramento, apoio logístico e assistência às populações atingidas pela estiagem e pela fumaça.
De acordo com balanço divulgado nesta sexta-feira, 16 de outubro, pela Agência Brasil, mais de 300 focos de incêndio foram extintos pelas equipes da força-tarefa nos cinco dias anteriores. Apesar do resultado, o Amazonas ainda registrava 188 focos de incêndio na sexta-feira, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Parintins enfrenta os efeitos das queimadas
Em Parintins, a Prefeitura, por meio dos órgãos municipais de Meio Ambiente, Defesa Civil e demais setores envolvidos, também mobilizou uma força-tarefa de enfrentamento às queimadas, com apoio do Corpo de Bombeiros.
Entre as áreas que receberam atenção das equipes municipais está a região de São Sebastião do Quebra, na zona rural do município.
Apesar da mobilização das autoridades, as imagens enviadas pelos moradores mostram que a fumaça continua sendo motivo de preocupação em comunidades distantes da sede municipal.
A exposição prolongada à fumaça pode provocar irritação nos olhos, tosse, dificuldades respiratórias e agravamento de doenças como asma e bronquite.
As recomendações à população incluem evitar atividades físicas ao ar livre nos períodos de maior concentração de fumaça, manter a hidratação, reduzir a exposição ao ar poluído e procurar atendimento médico em caso de sintomas respiratórios.
Os registros encaminhados ao Repórter Parintins reforçam a necessidade de monitoramento contínuo da qualidade do ar e de atenção às comunidades rurais atingidas pelos efeitos das queimadas.