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Notícia do dia 12/12/2023
O evento marcado pela irreverência esportiva, a Gaymada 2023 é mais que uma competição, é uma ação social que atende famílias parintinenses que necessitam de ajuda, em especial, neste período de fim de ano. Com os alimentos arrecadados, a Associação de Gays, Lésbicas e Travestis de Parintins (AGLTPIN) forma cestas básicas que serão distribuídos na cidade. Uma forma do movimento atuar diretamente no município.
A Gaymada acontece em Parintins desde 2018 e reúne a comunidade LGBTQIA+ em jogos de queimada, concurso de rainha, apresentações e demais shows para um momento festivo, mas com cunho social muito forte. A competição aconteceu neste final de semana no ginásio Elias Assayag com grande participação de competidores e público.
O presidente da ALGTPIN, Dinho Moraes, destaca que a Gaymada não se limita a uma competição, mas tem uma representatividade forte e ajuda social. Ele informa que as cestas básicas são montadas e, próximo às vésperas de Natal (24 de dezembro), serão a entrega às famílias cadastradas pela associação.
“A gente não está ganhando recurso, a gente está arrecadando alimentos pra doar para famílias carentes. A gente tem famílias LGBTs carentes que precisam, temos famílias também que não são LGBTs que estão precisando de alimento nesse Natal e a gente pode ajudar. Então, a gente mostra esse nosso evento pra sociedade também fazer alguma coisa que possa ajudar o próximo, a olhar o próximo”, destaca Dinho.
Raphaela Prata é mulher trans e também atua na associação. Ela conta que a Gaymada começou como uma brincadeira e hoje tem uma importância muito grande na valorização e aceitação da pessoa LGBTQIA+. Ela informa que ao longo do ano, a ALGTPIN realiza diversas atividades de saúde, educação e ação social no município.
“É muito importante ver as pessoas abraçando, participando. A gente vê famílias, crianças, hoje a gente pode ver muitas famílias aqui. Isso pra gente é gratificante. É importante pra gente carregar essa bandeira de mulher trans do nosso município e ver as próprias meninas trans também inseridas nos jogos aqui na queimada. É muito bom, é muito gratificante pra gente”, disse Raphaela.
Eldiney Alcântara