Ibama, ICMBio e Funai realizam operação de fiscalização ambiental em sete municípios do Amazonas

Instituições concluem ampla operação conjunta de monitoramento e fiscalização ambiental em áreas estratégicas do Amazonas 

Ibama, ICMBio e Funai realizam operação de fiscalização ambiental em sete municípios do Amazonas Foto: Divulgação Notícia do dia 24/09/2025

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), concluiu uma ampla operação conjunta de monitoramento e fiscalização ambiental em áreas estratégicas do Amazonas. 

 

De acordo com o superintendente regional do Ibama, Joel Araújo, a missão integrou ações do Programa de Quelônios da Amazônia (PQA), do Programa Arapaima (manejo do pirarucu) e da Operação Gaspar I, reforçando a importância da atuação integrada para otimizar recursos financeiros e logísticos, além de combater ilícitos ambientais.

 

Atuação em áreas prioritárias

As equipes percorreram os municípios de Borba, Careiro Castanho, Humaitá, Lábrea, Pauini, Canutama e Tapauá, cobrindo Unidades de Conservação Federais e Estaduais como a RDS Igapoaçu, RESEX Ituxi, RESEX Médio Purus, RESEX Canutama, APA Jamanduá, Floresta Estadual de Canutama e a Reserva Biológica Abufari.

 

Também foram monitoradas e fiscalizadas 13 Terras Indígenas, entre elas Apurinã da Pedreira do Amazonas, Paumari do Lago Marahã, Jarawa/Jamamadi, Deni e Panamã, que abrigam diversas aldeias ribeirinhas.

 

Educação ambiental e fortalecimento de programas
Além do monitoramento de lagos e praias, a operação incluiu reuniões com ribeirinhos, extrativistas e indígenas para apresentar os Programas de Quelônios da Amazônia e Arapaima, esclarecendo dúvidas sobre manejo sustentável e sobre as sanções previstas para crimes ambientais.

 

Segundo Joel Araújo, muitos moradores desconheciam a legislação e acreditavam que multas do Ibama não resultavam em consequências legais, reforçando a importância do trabalho de educação ambiental realizado nas comunidades.

 

“Percebemos que a presença física do IBAMA é essencial para motivar as populações a permanecerem nos programas e evitarem crimes ambientais. Onde o poder público está ausente, cresce o risco de desmatamento, caça e pesca ilegal”, destacou o superintendente do Ibama.

 

Resultados da fiscalização

Durante as ações, foram apreendidos 335 quelônios (entre tartarugas, tracajás e iaçás), 3.324 ovos, 10 redes de pesca, três motores rabetas, três canoas e um barco. As fiscalizações também coibiram a pesca predatória de espécies abaixo do tamanho mínimo, a caça de animais silvestres e a extração ilegal de madeira.

 

Expansão para novas áreas
A missão também levou informações e incentivo à criação de novos núcleos dos programas em comunidades e aldeias onde ainda não havia manejo de quelônios ou pirarucu. O Ibama já iniciou tratativas com a Funai e o ICMBio para consolidar a expansão dessas iniciativas em regiões prioritárias.

 

A experiência reforça que ações conjuntas de monitoramento e fiscalização ambiental são fundamentais para proteger a biodiversidade amazônica, garantindo a participação das populações locais e a preservação de espécies ameaçadas como o pirarucu e os quelônios.

 

“Temos os mesmos objetivos de conservação da natureza e a otimização da logística traz melhores resultados que se refletem em melhorias para as comunidades na Amazônia”, afirmou o superintendente do Ibama, Joel Araújo.

 

Fonte: Divulgação Ibama-AM.

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