Missões de Observação Eleitoral destacam transparência e organização das Eleições 2026

Observadores nacionais e internacionais acompanharam diferentes etapas do processo eleitoral e ressaltaram o bom funcionamento do sistema eletrônico de votação, mecanismos de auditoria e atuação da Justiça Eleitoral

Missões de Observação Eleitoral destacam transparência e organização das Eleições 2026 Foto: Nelson Jr/Secom/TSE Notícia do dia 07/10/2026

As Missões de Observação Eleitoral (MOEs) que acompanharam o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 destacaram a organização do pleito, a transparência dos procedimentos e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. As avaliações constam de relatórios preliminares elaborados após o acompanhamento de diferentes etapas do processo eleitoral, desde a preparação das urnas até a totalização dos votos. 

 

Acesse aqui o relatório completo 

A presença das missões nacionais e internacionais integra as ações de transparência eleitoral adotadas pela Justiça Eleitoral brasileira. Por meio da observação independente, representantes de instituições e organismos credenciados têm acesso às etapas do processo, acompanham procedimentos de auditoria e fiscalização e, ao final, apresentam avaliações e recomendações que podem contribuir para o aperfeiçoamento das eleições. 

 

No 1º turno, o processo foi acompanhado por missões internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Parlamento do Mercosul (Parlasul), da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP), do Carter Center e da Liga dos Estados Árabes, além das missões nacionais da Transparência Eleitoral Brasil e do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito Internacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NEPEDI/UERJ).  

 

OEA destaca a capacidade da Justiça Eleitoral 

Em relatório divulgado nesta terça-feira (6), a Missão da OEA reconheceu o trabalho da Justiça Eleitoral e avaliou que a votação de 4 de outubro ocorreu de maneira organizada e sem incidentes de maior gravidade. A missão contou com 91 observadoras e observadores de 23 nacionalidades, distribuídos por 21 estados e pelo Distrito Federal, além de seis cidades no exterior. A entidade estacou a capacidade técnica, logística e operacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais eleitorais para conduzir eleições de grande dimensão.   

 

Observadores da OEA visitaram um total de 831 seções eleitorais em 371 locais de votação no Distrito Federal e em 22 estados. Além disso, no dia da eleição estiveram presentes em seis cidades no exterior.    

 

Os integrantes da missão acompanharam a votação desde a emissão da zerésima até o encerramento das urnas, além da transmissão e da divulgação dos resultados. A OEA também ressaltou avanços como a ampliação da biometria, os serviços digitais oferecidos ao eleitorado e os mecanismos de auditoria do sistema eletrônico de votação, entre eles o Teste Público de Segurança e os Testes de Integridade realizados no dia da eleição. 

 

Segundo a organização, mesmo diante da interrupção temporária na atualização do portal de resultados, os especialistas da missão constataram que o sistema de totalização permaneceu funcionando continuamente e não foi comprometido. Para a OEA, a eficiência da apuração e da divulgação dos resultados contribui para fortalecer a transparência e a confiança no processo democrático brasileiro. 

 

Sistema eletrônico recebe avaliação positiva das missões internacionais 

O sistema eletrônico de votação também recebeu avaliação positiva das demais missões internacionais. O Parlasul afirmou ter constatado a “solidez técnica” do sistema eleitoral brasileiro e destacou a existência de múltiplas camadas de controle e verificação, entre elas a emissão da zerésima e o Teste de Integridade. Segundo a missão, a abertura desses procedimentos à fiscalização de partidos, organizações da sociedade civil e observadores reforça o caráter transparente e verificável do processo. 

 

O Parlasul destacou ainda a atitude cívica dos brasileiros, que compareceram às urnas de maneira ordeira e pacífica, o trabalho das mesárias e dos mesários e dos servidores da Justiça Eleitoral. A entidade informou também ter desempenhado suas funções de observação com autonomia e independência em relação às autoridades eleitorais e às demais autoridades públicas brasileiras. 

 

O Carter Center, por sua vez, classificou o pleito como bem organizado e transparente. Entre as observações iniciais, a instituição considerou que o investimento contínuo do Brasil em tecnologia eleitoral resultou em uma experiência de votação robusta e inclusiva, com divulgação dos resultados poucas horas após o encerramento da votação. 

 

A missão da ROJAE-CPLP concluiu que o 1º turno ocorreu de forma organizada, em conformidade com a legislação brasileira e com os padrões internacionais de observação eleitoral. A entidade afirmou que o sistema eletrônico de votação se mostrou seguro, confiável e transparente, sem registros de ocorrências que colocassem em dúvida a autenticidade dos resultados. Os observadores dos países de língua portuguesa também destacaram o caráter pacífico e ordeiro da votação e a condução do processo pela Justiça Eleitoral. 

 

Já a Missão da Liga dos Estados Árabes acompanhou diferentes procedimentos do processo de votação, desde a abertura até o fechamento das seções eleitorais, em diversas áreas de Brasília. Segundo o relatório do organismo, a votação ocorreu de forma clara, organizada e disciplinada. A missão destacou ainda que os procedimentos adotados nos locais de votação permitiram às eleitoras e aos eleitores exercerem o direito ao voto de forma organizada e com garantia de seu sigilo. 

 

Missões nacionais constatam a transparência do pleito 

As missões nacionais também acompanharam de perto a votação. O NEPEDI/UERJ mobilizou 103 observadores, distribuídos por 53 localidades em 17 estados, no Distrito Federal e no exterior, e observou 571 seções eleitorais. A entidade informou não ter identificado incidentes graves relacionados às urnas eletrônicas, nem episódios capazes de comprometer o exercício do voto. 

 

Ao final, o núcleo avaliou que o 1º turno transcorreu “democraticamente com tranquilidade, transparência e normalidade”. 

A Transparência Eleitoral Brasil também registrou um movimento organizado nas seções observadas. Entre outros aspectos, seus integrantes acompanharam a impressão e a afixação dos boletins de urna, elogiando os procedimentos adotados no fechamento da votação. 

 

Aperfeiçoamento do processo 

Além das avaliações sobre o 1º turno, os relatórios apresentam recomendações voltadas ao aperfeiçoamento contínuo do processo eleitoral. Entre os temas abordados estão campanha eleitoral, comunicação digital, acessibilidade e segurança jurídica. 

 

O trabalho das missões terá continuidade no 2º turno das Eleições 2026. A OEA e o Carter Center já confirmaram o retorno ao Brasil para acompanhar a nova etapa do pleito, marcada para 25 de outubro. 

 

 

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