Queimadas: especialista explica origem de grande volume de fumaça em Parintins

Origem da onda de vapor é o Estado do Pará, que passa por grandes queimadas, assim como grande parte da Amazônia

Queimadas: especialista explica origem de grande volume de fumaça em Parintins Foto: Divulgação/Video Notícia do dia 12/10/2023

A cidade de Parintins vivencia dias sufocantes de fumaça, principalmente, no período da noite. O fato se arrasta ao longo da semana e fica cada dia mais intenso e perigoso. A origem dessa onda de vapor é o Estado do Pará, que passa por grandes queimadas, assim como grande parte da Amazônia. O superintendente do IBAMA no Amazonas, Joel Araújo, explica ao site Repórter Parintins a origem desse cenário no município.

 

Esse é um período de intensas queimadas na região amazônica, que encerra no final de outubro na transição do verão amazônico ao inverno local, no entanto, conta ainda com presença do fenômeno El Niño, que agrava ainda mais a situação.

 

De acordo com Joel Araújo, “toda a Amazônia passa por essa situação devido a queimadas e incêndios florestais na região”.

 

Segundo ele, a principal origem dessas fumaças em Parintins são as queimadas na região de Santarém. O clima quente e a ação das correntes de ar acabam trazendo a Parintins o resultante das inúmeras queimadas.

 

“Na região de Parintins o que a gente observa é que tem muitas queimadas nas proximidades de Santarém, ao norte do Pará. Inclusive, Nhamundá é um dos municípios que tem queimado bastante. Então, com o deslocamento de ar vindo daquela região para Parintins, acaba a fumaça se instalando na cidade e nas proximidades”, explica Joel Araújo sobre o excesso de fumaça.

 

De acordo com o superintendente do IBAMA, “muito dessa fumaça são de queimadas de pasto, que acaba se estendendo para áreas de vegetação que encontram-se muito secas e com pouquíssima umidade. Isso acaba facilitando a combustão e a extensão das queimadas para limpeza de pasto na vegetação, vegetação natural. Então, essa basicamente são as origens da fumaça na região de Parintins”.

 

O IBAMA intensifica ações no Sul do Pará, onde há fiscalização e onde é solicitada ajuda. “A gente atua no sul do estado no Pará. É importante ressaltar que o IBAMA não é o único responsável pelo combate aos incêndios florestais. O IBAMA tem as suas áreas federais e pode atuar junto ao estado mediante solicitação do estado. Claro que isso não impede da realização de acordo de cooperação e parcerias”, esclarece Joel.

 

Alerta

Recentemente, o Amazonas recebeu uma notícia impactante causada pelas fumaças. A cidade de Manaus foi considerada uma das piores em qualidade do ar, classificada como “perigosa” de acordo com o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), também monitorado pela plataforma internacional World’s Air Polution, que analisa dados de todo o mundo.

 

Devido a situação do ar, especialistas fazem recomendações à população como: ingerir bastante líquido; uso de máscaras; evitar atividade em ar livre, principalmente, em horários de maior intensidade de fumaças; lavar olhos e nariz constantemente; usar umidificadores de ar ou, simplesmente, deixar um recipiente com água nos cômodos.

 

A secretária de Saúde do Amazonas, Shádia Hussami Fraxe, em entrevista ao G1 Amazonas, também orientou as pessoas quanto as ações e comportamentos neste período. “Estamos em um cenário atípico e é importante que todos adotem alguns cuidados, com atenção especial às crianças, aos idosos e aos que são mais sensíveis às condições climáticas, como as pessoas que têm rinites alérgicas e asma, por exemplo”, recomendou.

 

Texto: Eldiney Alcântara/Repórter Parintins

 

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