Foto: Sidney Simas / SECOM
Notícia do dia 24/06/2026
A Prefeitura de Parintins lança nesta quarta-feira (24) a segunda edição da revista Parintins durante a gestão do prefeito Mateus Assayag. A publicação institucional apresenta ações desenvolvidas pela administração municipal ao longo do ano e também funciona como um guia para moradores e turistas, evidenciando aspectos históricos, culturais, econômicos e turísticos da Ilha Tupinambarana.
Produzida pela Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), a revista bilíngue teve seu conteúdo e conceito desenvolvidos de forma integrada pela equipe da secretaria, reunindo profissionais das áreas de comunicação, marketing, fotografia e design para construir uma publicação que apresenta a cidade e fortalece a identidade cultural parintinense.
Para a edição de 2026, a capa mergulha nas raízes da identidade de Parintins e traduz visualmente o significado de nascer na ilha, onde a paixão por um dos bois-bumbás faz parte da vida desde os primeiros anos. O conceito também valoriza a ancestralidade indígena, a sustentabilidade e a herança cultural transmitida entre gerações.
A composição da capa traz as crianças Ruby Ianá, de 3 anos, e Dayce Monteiro, de 4 anos, ambas da etnia Sateré-Mawé, sentadas em um tradicional triciclo parintinense. Vestidas nas cores azul e vermelha, em referência aos bois Caprichoso e Garantido, elas representam a união da cultura local sob o olhar da infância, onde a rivalidade dá lugar à inocência, ao pertencimento e à valorização das raízes amazônicas.
Segundo o coordenador de publicidade da Secom, Ralf Cordeiro, a proposta foi construir uma narrativa visual capaz de representar a essência de Parintins.
“A capa da revista da Prefeitura de Parintins faz um mergulho nas raízes da identidade da própria cidade e demonstra visualmente o que significa nascer na ilha e toda essa mística de ser escolhido por um boi desde o nosso primeiro sopro de vida. Sob o olhar do fotógrafo Sidney Simas e de toda a equipe da Secretaria de Comunicação, conseguimos traduzir uma ideia que fala sobre a herança cultural que recebemos dos nossos pais, a urgência da sustentabilidade e também o respeito absoluto aos povos indígenas”, destacou.
Os figurinos utilizados pelas crianças foram desenvolvidos em colaboração entre o estilista Erlesson Souza e a artesã Regiane Lima, do Ateliê Yandê Amazônia. As peças unem elementos da moda contemporânea, alfaiataria, biojoias e grafismos inspirados na cultura indígena, reforçando o conceito sustentável presente na edição.
Para Regiane Lima, o processo criativo foi marcado pela sintonia entre os artistas e pela valorização da identidade amazônica.
“Foi uma grata surpresa. Mesmo desenvolvendo trabalhos distintos, percebemos que nossas coleções dialogavam entre si. O processo foi muito fluido e conseguimos traduzir a ludicidade do festival através das crianças. Utilizamos um grafismo que representa festa, onde todos dançam, fazendo referência direta às festividades de Parintins. É uma honra participar de um projeto com tanta visibilidade e mostrar o talento dos artistas parintinenses para o mundo”, afirmou.
O estilista Erlesson Souza explica que a proposta buscou unir inovação e tradição sem perder a conexão com as raízes culturais da região.
“Nós quisemos trazer uma moda contemporânea, mas sem nos afastarmos da nossa identidade. Unimos alfaiataria, tecidos modernos, grafismos indígenas e elementos regionais para criar peças que representam quem somos. Foi um trabalho muito natural, que nasceu da conexão entre os nossos processos criativos. Para nós, artistas, participar de um projeto como esse é uma oportunidade de crescimento e de mostrar que Parintins também é referência em moda, design e criatividade”, ressaltou.
Além de divulgar as ações realizadas pela Prefeitura de Parintins ao longo do ano, a revista Parintins 2026, disponível em: https://online.fliphtml5.com/rdfpz/Revista-Parintins-2026_Oficial_DIGITAL/, apresenta ao público a riqueza cultural, turística e econômica do município. A publicação reforça o compromisso da gestão municipal com a valorização da cultura, dos povos originários e dos talentos locais, transformando a capa da revista em um verdadeiro manifesto visual sobre o passado, o presente e o futuro da cidade.