Foto: Filipe Jazz
Notícia do dia 28/09/2026
Os desafios para transportar pessoas, materiais e insumos na Amazônia e os impactos desses custos na execução de obras públicas estarão em debate no seminário “Custo Amazônico: o preço da distância e os desafios da infraestrutura”, marcado para o dia 29 de outubro, no auditório do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), em Manaus.
O encontro é promovido pelo TCE-AM em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU) e reunirá especialistas e representantes de órgãos públicos para discutir alternativas que considerem as particularidades logísticas da região amazônica.
Entre os pontos previstos estão os custos do transporte de insumos, energia e execução de obras, além dos valores de referência adotados nacionalmente. A discussão também deve abordar os efeitos dessas condições sobre investimentos em áreas como saúde e educação.
Outro eixo será a infraestrutura de transportes, com debates sobre rodovias e hidrovias e estratégias para melhorar a integração e a eficiência das redes utilizadas pelos municípios amazônicos, onde as grandes distâncias e as dificuldades de acesso aumentam os custos logísticos.
A abertura terá a participação do presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo; do ministro Jhonatan de Jesus; da presidente do TCE-AM, conselheira Yara Amazônia Lins; do governador do Amazonas, Roberto Cidade; e do presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Edilson Silva.
O reitor do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Jaime Cavalcante Alves, fará a palestra magna sobre o chamado “custo amazônico”.
Durante a tarde, representantes da Caixa Econômica Federal, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Ministério de Portos e Aeroportos e de municípios participarão das discussões. A programação prevê debates sobre edificações destinadas à educação, hidrovias e rodovias, além da apresentação de estudos de caso locais.
Segundo Yara Amazônia Lins, discutir o custo amazônico também significa buscar formas de adequar o planejamento público às condições encontradas na região.
“A realidade amazônica impõe desafios próprios para a execução de obras e serviços públicos. Discutir o custo amazônico é também discutir como podemos tornar o planejamento e a aplicação dos recursos mais eficientes, considerando as características da nossa região”, afirmou.
As inscrições para o seminário ainda serão abertas pelo Instituto Serzedello Corrêa, do TCU. A programação completa e o formulário de inscrição serão divulgados posteriormente pelos canais oficiais das instituições.