TRE-AM faz balanço do pleito e destaca baixa substituição de urnas e atuação integrada no Amazonas

No Amazonas, a abstenção ficou em torno de 20% neste primeiro turno das Eleições 2026

TRE-AM faz balanço do pleito e destaca baixa substituição de urnas e atuação integrada no Amazonas Foto: Júnior Souza/TRE-AM Notícia do dia 05/10/2026

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) apresentou, em coletiva de imprensa, o balanço final da operação eleitoral no estado. A presidente da Corte, desembargadora Carla Reis, destacou o funcionamento regular da votação e a atuação integrada entre a Justiça Eleitoral, as forças de segurança, as Forças Armadas e demais instituições envolvidas na realização do pleito.

 

A coletiva contou ainda com a participação da vice-presidente e corregedora do TRE-AM, desembargadora Nélia Jorge; da diretora-geral, Cíntia Edwards; do assessor de Gestão de Eleições, Marcelo Sussuarana; além de representantes do Ministério Público Eleitoral, das Forças Armadas e dos órgãos de segurança pública.

 

“O balanço das ocorrências demonstra o compromisso do TRE-AM com a transparência, a segurança e a garantia do exercício pleno da cidadania a todos os eleitores amazonenses, que é possível graças ao empenho conjunto de todas as instituições envolvidas na realização das eleições”, afirmou a presidente do TRE-AM, desembargadora Carla Reis.

 

A representação institucional das Forças Armadas e dos órgãos de segurança pública reuniu o comandante militar da Amazônia, General de Exército Luiz Gonzaga Viana Filho, o chefe do Estado-Maior do Comando do 9º Distrito Naval, Contra-Almirante Sérgio Tadeu Leão Rosário, o secretário de Estado de Segurança Pública, Coronel Anézio Brito de Paiva, o corregedor regional da Polícia Federal no Amazonas, Delegado Fábio Sandro Pessoa Pegado, o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) da Polícia Civil do Amazonas, Alessandro Albino, o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Marcos Klinger dos Santos Paiva, e o chefe do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros Militar, Coronel Alexandre Gama de Freitas.

 

Urnas eletrônicas

Segundo os dados consolidados pela área de Gestão de Eleições do TRE-AM, foram registradas 36 ocorrências envolvendo urnas eletrônicas entre as 8.157 seções eleitorais do Amazonas até o fim da tarde.

 

Do total de ocorrências, 20 urnas precisaram ser substituídas por equipamentos de contingência — seis em Manaus e 14 no interior, distribuídas por 15 municípios. Outras 16 intercorrências foram solucionadas no próprio local, sem necessidade de substituição dos equipamentos, por meio de procedimentos de contingência, como a reinicialização das urnas.

 

Para atender às localidades de difícil acesso, o TRE-AM também adotou uma operação específica para a transmissão dos resultados. Dos 700 locais de votação situados em áreas rurais, 350 utilizaram transmissão via satélite para o envio dos boletins de urna. Nos demais, as mídias com os resultados foram transportadas por via terrestre ou fluvial, com previsão de chegada aos pontos de transmissão em até duas horas após o encerramento da votação.

 

Abstenções

No Amazonas, a abstenção ficou em torno de 20% neste primeiro turno. A Justiça Eleitoral também registrou aumento na presença de eleitores idosos. Entre os fatores apontados está a possibilidade de utilização do comprovante de votação para a validação da prova de vida junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

Em algumas seções, o maior número de eleitores e o tempo necessário para a digitação dos votos contribuíram para a formação de filas e períodos de espera. Segundo o Tribunal, as ocorrências foram pontuais e não comprometeram o andamento da votação.

 

Segurança mobilizou milhares de agentes

A operação de segurança contou com a participação de órgãos estaduais e federais e das Forças Armadas. A Polícia Civil informou não ter registrado procedimentos ou Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) em Manaus relacionados ao pleito. Segundo a instituição, foram registrados 17 procedimentos considerados relevantes no interior.

 

A Polícia Federal contabilizou 24 ocorrências relacionadas às eleições ao longo da última semana. As ações resultaram em seis prisões e na apreensão de aproximadamente R$1,9 milhão. Entre as principais ocorrências investigadas durante o período estiveram compra de votos, boca de urna e corrupção eleitoral.

 

Segundo o corregedor regional da Polícia Federal no estado, delegado Fábio Sandro Pessoa Pegado, Manaus concentrou a maior parte das ocorrências, com 16 registros, 18 pessoas conduzidas e cinco prisões. Em Iranduba, foram contabilizadas duas ocorrências, sem prisões. Tefé também registrou dois casos, com duas pessoas conduzidas. Em Manacapuru, houve uma ocorrência e uma condução.

 

Em Coari, uma ocorrência relacionada à suspeita de compra de votos resultou na apreensão de R$690 em espécie e material de propaganda eleitoral, incluindo “santinhos”. Não houve prisão nesse caso. Também foram registrados casos em Parintins, São Gabriel da Cachoeira e Itacoatiara, com uma ocorrência em cada município.

 

Já o Comando Conjunto das Forças Armadas mobilizou 6.102 militares em 69 municípios da região, sendo 44 no Amazonas. No estado, a operação contou com 182 viaturas, 142 embarcações e 15 aeronaves para garantir segurança e apoio logístico em 774 locais de votação.

 

Fiscalização eleitoral

O Ministério Público Eleitoral também apresentou informações sobre a fiscalização durante o pleito, com atenção especial ao derramamento de material de propaganda, os chamados "santinhos". Na avaliação do procurador regional eleitoral Edmilson Barreiros, foi constatada a diminuição da prática em colégios eleitorais importantes, como Parintins. “A legislação estabelece prazo de dois dias após a eleição para o ajuizamento das representações cíveis relacionadas a esse tipo de irregularidade. Por isso, faremos o encaminhamento das ações para a segunda e a terça-feira”, explicou. Barreiros destacou já ter recebido relatórios de fiscalização de Manaus, Tefé e Manacapuru. Neste caso, a responsabilização pode ocorrer tanto nas esferas criminal quanto cível-eleitoral.

 

O MPE informou que os casos serão analisados individualmente, com base nos elementos coletados durante a fiscalização e nas investigações realizadas pelas autoridades policiais.

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