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Notícia do dia 21/08/2026
A Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (Secult), já iniciou os preparativos para o 24º Festival de Bois em Miniatura, uma das manifestações que integram o calendário cultural do município. Neste ano, a festividade será realizada no dia 19 de setembro, no Anfiteatro Sila Marçal, reunindo os bois Mini Garantido e Mini Caprichoso.
Tradicionalmente realizada em agosto, a programação deste ano foi transferida para setembro em razão da participação dos dois grupos em uma agenda do Sebrae, no Rio de Janeiro. A participação marcou um momento importante para a manifestação, com os Mini Bois integrando a exposição “Boi-Bumbá de Parintins: Do Brincar ao Futuro”, realizada no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB).
Enquanto parte dos trabalhos ganhou espaço em uma exposição nacional, os artistas dos dois bois já estão mobilizados para a preparação do festival em Parintins. Segundo a secretária municipal de Cultura e Economia Criativa, Rozenilce Santos, os repasses destinados às associações já foram realizados e os grupos estão trabalhando nos galpões.
“Nós já estamos com todos os preparativos nessa expectativa do 24º Festival de Bois em Miniatura, que é a última festividade que compõe o Festival Folclórico de Parintins da Prefeitura de Parintins, do prefeito Mateus e da nossa vice Vanessa. Inclusive, já garantiram os repasses, já foram feitos, e eles já estão em galpões trabalhando. É muito importante que essa tradição se mantenha viva, presente para toda a comunidade parintinense”, destacou.
No Mini Caprichoso, os trabalhos para a edição de 2026 começaram ainda em dezembro de 2025. De acordo com o presidente da agremiação, Adriano Mourão, o projeto deste ano apresenta uma nova proposta artística, com tema, audiovisual e músicas autorais.
O presidente também destacou a produção de um novo audiovisual e a continuidade do trabalho musical autoral desenvolvido pelo grupo.
“A gente vem sempre com músicas novas autorais, então o pessoal azul e branco pode esperar um Mini Caprichoso muito mais bonito e muito mais organizado. E esse ano nós vamos reescrever a forma de brincar miniatura. É um projeto totalmente pensado, remodelado, então pode aguardar várias surpresas”, antecipou.
Segundo Adriano, a proposta é apresentar uma experiência renovada ao público, com mudanças na concepção do espetáculo e novidades que serão reveladas durante a apresentação.
No lado vermelho e branco, a preparação também já começou. O presidente do Mini Garantido, Neff Thales Batista, afirma que os artistas estão trabalhando na construção das alegorias e dos figurinos para a apresentação de setembro.
“A gente chega a mais uma etapa, mais um ano do Festival em Miniatura. Nossa equipe já está trabalhando. Nossos artistas de galpão já estão trabalhando nas alegorias e nos figurinos também. Os meninos já estão trabalhando”, contou.
A expectativa, segundo o presidente, é apresentar um espetáculo preparado para o público que acompanhará a festividade presencialmente e também pela transmissão ao vivo.
“A expectativa é a melhor possível de fazer um belíssimo Festival em Miniatura. A Prefeitura está dando uma excelente estrutura e a gente tem que levar um belíssimo espetáculo para a população parintinense e para o público que vai assistir também através da live”, afirmou.
Os bois em miniatura fazem referência aos bois-bumbás Garantido e Caprichoso, reproduzindo em escala reduzida elementos presentes no espetáculo de Parintins. Apesar da inspiração, as duas agremiações possuem associações, diretorias e trabalhos independentes, com organização própria e mobilização de artistas e brincantes.
A manifestação integra o Complexo Cultural dos Bois-Bumbás do Médio Amazonas e Parintins, reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil. A tradição dos Mini Bois também envolve a transmissão de saberes e práticas entre diferentes gerações, fortalecendo a identidade cultural do município.
Além de encerrar o calendário anual do Festival Folclórico de Parintins, a festividade movimenta artistas, artesãos, figurinistas, produtores e outros profissionais da cadeia cultural, criando oportunidades para a economia criativa local.
Texto: Cristiane Barbosa / SECOM